1. O Mexuar
O Mexuar é onde os visitantes dos palácios entram tipicamente — a câmara de receção cerimonial onde os assuntos oficiais tinham início. O seu nome deriva da palavra árabe para "consulta" ou "conselho", refletindo a sua função como ponto de entrada para administradores e dignitários. A sala distingue-se pelo seu ornamentado teto em madeira esculpida, azulejaria geométrica nas paredes e proporções cuidadas que amplificam o som subtilmente — permitindo ao soberano ser ouvido sem elevar a voz pela câmara fora. O elaborado trabalho em estuque e os padrões de zellige (azulejo geométrico) aqui presentes definem o tom de tudo o que se segue. Olhe para cima: o teto é uma obra-prima em madeira esculpida a três dimensões. O Mexuar abre para um pequeno jardim, e a partir daqui o percurso leva mais fundo para os aposentos mais privados do palácio. Para o seu tamanho modesto, contém uma densidade extraordinária de artesanato.
2. Palácio de Comares
O Palácio de Comares rodeia o Pátio dos Arrayanes e culmina na Sala dos Embaixadores — o espaço mais público e formal de todo o complexo palaciano. O termo "Comares" deriva provavelmente da palavra para câmara ou aposento, embora a sua origem exata seja debatida. O que é certo é que este palácio foi o local dos assuntos de Estado oficiais: tratados eram assinados aqui, embaixadores recebiam audiência formal e o sultão exercia o seu poder. A arquitetura reflete esta função pública — os espaços estão mais formalmente dispostos do que no privado Palácio dos Leões, e os esquemas decorativos enfatizam o poder e a permanência. As colunatas norte e sul do Pátio dos Arrayanes permanecem entre os mais belos exemplos de arquitetura islâmica com influência gótica, combinando a precisão geométrica do design islâmico com as proporções de arco apontado influenciadas pelos estilos europeus contemporâneos.
3. Pátio dos Arrayanes
O Pátio dos Arrayanes — Pátio das Murtas — é talvez o espaço mais icónico dos Palácios Nasridas. Um pátio retangular comprido com um espelho de água ao centro, rodeado de colunatas a norte e a sul, exemplifica a compreensão Nasrida de como usar a água, a luz e a proporção em conjunto. As murtas plantadas ao longo das margens compridas da piscina dão ao pátio o seu nome e a sua folhagem escura emoldura o reflexo na perfeição. A própria piscina não é meramente decorativa: fazia parte do sistema de gestão da água do palácio, alimentada por canais cuidadosamente concebidos. Arquitetonicamente, o pátio é um estudo de enquadramento e perspetiva — a Sala dos Embaixadores é visível na extremidade oposta, a sua fachada parecendo flutuar sobre a água. Ao percorrer as colunatas ou sentado junto à piscina, os efeitos óticos são deliberados e poderosos. O pátio está exposto ao céu, tornando-o simultaneamente íntimo e grandioso.